Janelas Embaçadas
Espero o dia de sol
para abrandar a dor da vida.
O amigo* partiu,
levou a sua e a minha alegria.
O céu chora,
a chuva torna mais fria e vazia a tarde.
Para que tanta vida, tantos dias,
tantas horas, para a tristeza se fazer eternamente presente?
Este nada em busca de coisa alguma,
um vazio repleto de desesperança,
saudades de mim criança,
quando até a chuva servia
para desenhar corações e
carinhas alegres nos vidros
das janelas embaçadas.
Volta sol,
vem desembaçar as janelas da minha existência.
(*) Clóvis Duarte, saudades eternas
