quarta-feira, 20 de julho de 2011

Janelas Embaçadas



Janelas Embaçadas

Espero o dia de sol
para abrandar a dor da vida.

O amigo* partiu, 
levou a sua e a minha alegria.

O céu chora, 
a chuva torna mais fria e vazia a tarde.

Para que tanta vida, tantos dias, 
tantas horas, para a tristeza se fazer eternamente presente?

Este nada em busca de coisa alguma,
um vazio repleto de desesperança,
saudades de mim criança,
quando até a chuva servia
para desenhar corações e
carinhas alegres nos vidros
das janelas embaçadas.

Volta sol,
vem desembaçar as janelas da minha existência.

(*) Clóvis Duarte, saudades eternas